Em 9 de outubro de 2026, o Grupo SBT colocou em produção a nova gestão fiscal e tributária integrada ao Oracle Fusion Cloud ERP. A OFM Systems participou do projeto desde a escolha na RFP até o Go Live.
A seguir, o case reúne o contexto da implantação, a arquitetura adotada e os desafios que seguem, especialmente diante da Reforma Tributária.
Por que o Grupo SBT revisou sua estrutura fiscal
O ponto de partida foi a mudança de ERP. A migração do Oracle E-Business Suite para o Oracle Fusion Cloud ERP levou o grupo a rever também a estrutura fiscal.
Até então, três sistemas de fornecedores diferentes atendiam as operações de comunicação, cosméticos e capitalização. Cada uma seguia regras próprias, com declarações e rotinas distintas.
Por isso, o objetivo foi integrar esses processos ao novo ERP com menor dispersão tecnológica. Ao mesmo tempo, era preciso manter os tratamentos próprios de cada negócio.
Uma RFP rigorosa e a escolha da OFM
O Grupo SBT conduziu uma RFP rigorosa. Além das rotinas fiscais, a avaliação incluiu integração, segurança, escala, suporte, governança e capacidade de implantação.
Ao final dessa seleção, a OFM Systems foi escolhida. Uma avaliação criteriosa não garante, por si só, o sucesso de um projeto.
Mesmo assim, ela melhora as condições de execução, porque antecipa riscos e exige compromissos claros. O que ocorreu até o Go Live mostrou a importância desse cuidado inicial.
A implantação em consórcio
Vencer a RFP foi o primeiro passo. A implantação ficou a cargo de um consórcio, em empresas com operações diferentes e enquanto o grupo trocava de ERP.
Era preciso integrar cadastros, documentos, cálculos, escrituração, apurações e conciliações. Além disso, os fluxos precisavam de testes e as equipes, de preparo para operar.
Durante todo o processo, a continuidade do faturamento e das obrigações fiscais ficou no centro das decisões.
Reforma Tributária: mudança durante a mudança
O projeto coincidiu com o início da transição da Reforma Tributária do Consumo. A base legal começa na Emenda Constitucional 132/2023.
Na prática, novos documentos, controles e processos chegam junto com as regras atuais. Durante a transição, as regras do IBS e da CBS se somam às obrigações que já existem.
Afinal, não se trata apenas de cálculo fiscal. As mudanças, previstas na Lei Complementar 214/2025, alcançam compras, vendas, preços, contabilidade, créditos e fluxo de caixa.
Por isso, o ambiente implantado precisa permitir ajustes por vigência, sem comprometer a operação. A Receita Federal mantém um panorama oficial da Reforma do Consumo para acompanhar essa evolução.
O Oracle Fusion como base e a camada fiscal da OFM
O Oracle Fusion Cloud ERP é a base de gestão corporativa do grupo. Sobre ela, a OFM participa com sistemas especializados e integrados a esse ambiente.
Nessa arquitetura, o Gft trata das rotinas de gestão fiscal, validação, escrituração, apuração e obrigações acessórias, conforme o escopo contratado.
Já o simplify.tax reúne processamento tributário, motor de regras, controle de vigência e recursos voltados à Reforma Tributária. Gft e simplify.tax são produtos distintos e complementares.
Além disso, a arquitetura considera mensageria fiscal, faturamento e conciliação. No faturamento, entra a NFCom, modelo 62, a nota fiscal eletrônica dos serviços de comunicação.
Também entram as demandas específicas da operação de capitalização. Nesse caso, a arquitetura atende à DeRE, a declaração dos regimes específicos.
A obrigação é gerida em conjunto pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS. Os dois órgãos já publicaram os manuais e leiautes da declaração.
Para fechar o desenho, a conciliação atende às rotinas financeiras do grupo, incluindo as da capitalização. A lógica é a da conferência contínua entre vendas, bancos e recebíveis.
O desenho também prevê evolução. Recursos como a apuração assistida, o RAD e o split payment devem acompanhar as exigências legais, o escopo e a homologação de cada etapa.
Controles e operação
A implantação exigiu acompanhamento das integrações, conciliação de dados, testes fiscais e operacionais, segurança, auditoria e planos de contingência.
Depois da entrada em produção, o trabalho continua. Agora, a rotina é monitorar incidentes, definir prioridades, corrigir falhas, orientar usuários e validar cada ajuste, inclusive nas novas versões dos leiautes da DeRE.
Em um ambiente com tantos processos interligados, a clareza de responsabilidades faz diferença. Da mesma forma, a rapidez das decisões pesa no resultado.
Vale lembrar que o cronograma oficial dos novos documentos fiscais segue em andamento. Cada etapa da Reforma traz ajustes que precisam ser validados.
Go Live em 9 de outubro de 2026
Em 9 de outubro de 2026, o Grupo SBT realizou o Go Live. Hoje, o grupo já trabalha intensamente nos novos sistemas e processos.
Uma virada dessa dimensão traz dificuldades, ajustes e atritos, e seria pouco realista afirmar o contrário. O ponto mais importante foi a forma de lidar com isso.
As equipes do Grupo SBT, da OFM e dos demais integrantes do consórcio criaram um modo próprio de trabalhar lado a lado. Juntas, identificam problemas, discutem prioridades e agem para resolvê-los.
Essa colaboração fez parte da implantação e segue essencial na operação.
Próximos passos e indicadores
A entrada em produção é um resultado concreto. Os próximos passos incluem estabilizar rotinas, aperfeiçoar integrações e incorporar as mudanças tributárias conforme os prazos legais da Reforma.
Mesmo assim, o início da operação não encerra todos os ajustes nem comprova, sozinho, os ganhos projetados. Por isso, produtividade, redução de custos e melhoria de controles devem ser apurados com indicadores, e não apenas presumidos.
Entre as medidas úteis para acompanhar a evolução estão disponibilidade, volumes processados, incidentes, tempos de resolução e qualidade dos dados.
Com ajustes e novas entregas pela frente, o grupo segue operando no Oracle Fusion enquanto o país inicia a transição tributária.
No fim, o que foi construído em conjunto para enfrentar os problemas é tão importante quanto a tecnologia implantada.
Desejamos sucesso ao Grupo SBT nesta nova etapa e a todo o consórcio na continuidade do trabalho. Às equipes e à liderança do grupo, nosso reconhecimento pela confiança e pela oportunidade.
Fale com a OFM
Há mais de 30 anos no mercado fiscal e tributário, a OFM atua ao lado do ERP que a sua empresa já usa. Com o Gft e o simplify.tax, ajudamos a deixar o ERP pronto para as novas regras. Cada projeto respeita a operação e o ritmo de cada negócio.
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